A poesia faz-se na cama como o amor
Os seus lençóis desfeitos são a aurora das coisas
A poesia faz-se nos bosques.
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mas não tocou em folha alguma,
nem pressentiu o vento trespassar-lhe.
e tudo soava a deserto queimado,
e comprometeu-se no ângulo da espera fria,
so
a cantina do medo,
o recipiente das memórias,
o lixo, o outro lado da luz descontraída,
o Finisterra de todas as coisas e falhos.
que esfrega o Inverno
para lhe saber a trechos de Outono,
já que primavera não nasce,
é só ideia parada, é só para cumprir.
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fosse o que fosse
gruta ou caravela
que ambientassem meu beco
exigente
ao vácuo dorido
de luas importunadas
Fosse gato ou armadilha
relógio ou estridência
que cele
e conter a lágrima
que violenta o sonho público
Fosse eu capaz de ser capaz
de me abotoar ao teu círio
e arder contigo todas as alvoradas
que em palha seca se consome
e deixa lugar vago para apodrecermos.
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pensa num avião,
sem combustível,
com asas afligidas
mas expectante em sepultar
o último beijo vertical.
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tocam os clarins do corpo
âncoras desprendidas acompanham-nos
no atendedor de chamadas
a querer-te por inteira
pelos ranhos desesperados
outras índias. outros mártires
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flores militantes
e constrói um ninho para apetecer-mo-nos.
É lá que nos engrandecemos,
tomámos conta do lume e confrontamos equações
escutando os remembers,
ao desgastar os corpos.
pastoreia comigo as manadas de estrelas tonificadas,
crava o riso na minha garganta,
implanta-o nas cordas dela e deixa sentir o surdo bombo aumentar.
porque amar é o
nascem flores influentes e militantes.










